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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Boas razões para adorar (ou não) os idosos. Porque um dia, vamos todos ser bem piores do que aqueles que conhecemos. Eu sei que vou...

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Há várias coisas que me fazem adorar os nossos cidadãos seniores. Senão vejamos...

 

- Muitos são verdadeiros James Deans do sec. XXI. São perigosos (conduzem mal como a m*rda) e teimosos (se acham que o carro foi feito para andar a 20 km/h, é porque foram, porra!) Verdadeiros rebels without a cause (rebeldes porque alguns se recusam a usar fraldas para a incontinência, sem uma causa porque o Alzheimer não lhes permite recordar qual é que era...).

- São possuidores de um vernáculo super extenso (algumas expressões já nem sequer existem, outras nunca existiram a não ser naquelas cabecinhas dementes e outras ainda, são uma mescla de demasiado Viagra, comprimidos para a diabetes, Calcitrim tomado por via intravenosa e demasiado tempo a ver a Quinta das Celebridades).

- Têm um sistema de GPS embutido de fazer inveja a qualquer NDrive ou coisa que o valha (eles conhecem todo e qualquer jardim onde se jogue à sueca ou ao dominó na Península Ibérica enquanto elas conhecem o paradeiro de toda a qualquer amiga a qualquer hora, estejam elas no café, na cadeira de baloiço a fazer croché ou na rebaldaria com o enfermeiro do centro de dia).

- Têm histórias para contar sobre tudo e sobre todos (inclusive acontecimentos em que humanamente foi impossível estarem presentes como por exemplo, aquela vez em que embebedaram o Napoleão de tal maneira numa tasca ali para os lados do Cemitério dos Prazeres que o colocaram a cantar uma versão reggae do "Deixa-te de M*rdas" do Agir. Sim, eles são muito coerentes...).

- Estão moderadamente familiarizados com as novas tecnologias (tirando aqueles esporádicos casos em que misteriosamente aparecem ratoeiras perto dos computadores, na vã esperança de apanhar aquele maldito rato de que eles andam sempre a ouvir falar...).

- Alguns deles são exímios bartenders, sendo responsáveis por cocktails super improváveis (o Parkinson é uma mais valia).

 

Eu tenho a absoluta certeza que quando chegar à terceira idade, vou ser um verdadeiro inferno. Vou comprar um papa reformas, artilhá-lo, espetar com um subwoofer na bagageira, andar no picanço na Vasco da Gama ao som de Roberto Leal enquanto me esforço a cada cinco segundos por me recordar como é que raio fui ali parar enquanto faço mojitos com as garrafas do mini bar que vou instalar no lugar do pendura. Isso e o constante tráfico de comprimidos coloridos no Centro de Dia que na realidade, não vão passar de Smarties.

Mal posso esperar.

Ser líder ou saber liderar?

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Hoje ao tomar o pequeno almoço no café, não consegui deixar de ouvir uma conversa entre dois indivíduos.

Um deles gabava-se de ser um líder nato, um verdadeiro gestor de homens. Se calhar até é, não conhecia o espécime para poder ter uma opinião. Mas eis que um simples telefonema tem o condão de mudar por completo esse factor. Pelo que me foi possível ouvir (a mim e a toda a gente presente no café), um colaborador aparentemente necessitou de um esclarecimento de índole profissional. Foi tratado como lixo. Verbalmente insultado e humilhado. E findo o telefonema, o indivíduo ri-se e diz que é preciso ter rédea curta com estes gajos senão trepam por ele acima e destroem tudo aquilo que a empresa onde ele trabalha representa.

Quando dei por mim, o café já tinha amargado. Saí e dei por mim a reflectir sobre o assunto.

Todas as empresas têm os seus líderes. Esse é um facto comprovado. Agora a questão que se coloca é... Serão esses líderes, verdadeiros líderes de homens?

Tenho 23 anos de trabalho no lombo. Ao longo desse tempo, conheci opinion leaders, general managers, CEO's. Da mesma forma que conheci senhoras da limpeza, empregados de balcão, malta das obras. Líderes? Poucos.

Os auto intitulados líderes esquecem-se que a força matriz de qualquer empresa, são os seus colaboradores. E não existe uma empresa neste mundo onde um trabalhador insatisfeito, seja um trabalhador produtivo. No entanto, da forma como o mercado de trabalho está, a lógica é "se estás mal, muda-te porque eu arranjo 20 gajos para o teu lugar a ganhar 20 vezes menos o que tu ganhas".

Um líder, lidera por exemplo. Não manda fazer, dá o exemplo e o corpo ao manifesto. Delega, mostra confiança nos colaboradores que o rodeiam. Faz sentir que toda a gente é uma peça importante de uma engrenagem maior. Só assim, uma empresa pode aspirar ao sucesso e crescimento sustentado. Isso, é ser um gestor de homens e mulheres.

Não este esboço de ser humano com que me cruzei hoje. Não são os fatos e as gravatas que fazem os grandes homens. É o seu carácter.

Falta carácter a muito boa gente. O assumir de responsabilidades quando o barco está no meio da tempestade. Não aquele que escolhe membros da tripulação e os atira borda forma por despeito.

Pool...Dead!

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First things first.

Não vou muito à bola com filmes de super heróis. Embora tenha sido um consumidor compulsivo de Marvel na minha infância, quando se trata de filmes, a coisa muda ligeiramente de figura (se calhar porque entretanto cresci, ganhei pêlos púbicos , testosterona que dava para encher a Galp da 2ª circular e um vernáculo bastante completo. Tudo aquilo que nenhum filme de super heróis tem).

E depois, quando já tinha perdido toda a minha fé na industria cinematográfica americana, eis que chega Deadpool. O super herói mais anti super herói de todos os tempos.

Depois de 6 anos de vai não vai, fazemos esta coisa ou não, lá surgiu isto. É ofensivo? É. É brutalmente sarcástico? Sem dúvida. Com humor de tal forma negro capaz de engolir o sol e arrotar arco íris ao pequeno almoço? Ah sim, meus amigos. E é simplesmente de partir o coco a rir.

Portanto, percam um pouco do vosso tempo, comprem um balde de pipocas e recomenda-se uma ida à casa de banho antes do filme começar. Ah, e spoiler alert. Fiquem até ao fim dos créditos...

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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